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My cup of tea

"You can never get a cup of tea large enough or a book long enough to suit me" C. S. Lewis

My cup of tea

"You can never get a cup of tea large enough or a book long enough to suit me" C. S. Lewis

Era para ser sobre onomatopeias...

Como eu já referi aqui, eu aponto tudo o que me venha à cabeça para um eventual post. Isto porque me acontece muitas vezes ter uma ideia, mas não a poder desenvolver no momento. Ala para o bloco de notas do telemóvel que assim que tiver tempo dou-lhe atenção.

O problema é que às vezes tenho tempo e não tenho vontade. E não ter vontade não é aquela sensação de não me apetecer escrever, é as ideias não fluírem, as palavras não aconteceram. E eu fico mais que frustrada a olhar para o cursor a piscar. Com tempo, com ideias, mas com uma papa cinzenta no lugar do cérebro. E não vale a pena forçar que o que quer que escreva acaba invariavelmente corrido a delete. É a vida. Volta-se a tentar noutra altura.

Quando neste processo de escrita dos posts, as ideias acontecem, acabam irremediavelmente no bloco de notas. Nunca, em tempo algum, perder uma ideia por esquecimento. Já me basta quando o meu cérebro estupidifica e sinto um negrume, uma ausência de ideias. Para ter a certeza que não me falha nada, ponho lá tudo. Ideias mais estapafúrdias incluídas. Tudo.

Quando estava aqui a pensar sobre o que é que ia escrever, fui ao bloco de notas e eis que me deparo com qualquer coisa como ler onomatopeias - blhaaarghaaargh. No meio de tantos itens, uns mais parvos que outros, havia este.

Portanto, eu, numa determinada altura da minha vida, achei que poderia ser interessante alguém ler sobre a leitura de onomatopeias longas. Sim, para quem não percebeu, o flagelo a que eu me referia eram onomatopeias excessivamente longas.

Estava eu. sozinha, acho que a esperar por alguém, e o meu cérebro desocupado, decidiu vaguear por temas tão interessantes como a leitura de onomatopeias longas. Literatura? Música? Toda a infinidade de coisas que tenho para estudar? Nah! Cá agora... Há lá coisa mais interessante que pensar em onomatopeias especialmente longas. E mais, querer alertar as duas almas (se tanto) que me lêem para este problema, a tão grande escala e enorme gravidade, que é o do pessoal se lembrar de incluir onomatopeias de tamanho acima do normal nos seus respetivos textos.Está ali uma pessoa numa tentativa algo frustrada de não só assimilar como também verbalizar mentalmente um conjunto de palavras soltas que no fim só nos querem transmitir um conjunto de sons guturais.

Pior do que constatar que o meu cérebro se dedicou a destrinçar este problema, é perceber que achei extremamente útil que alguém que não eu se aperceba de uma caso desta magnitude.

Deve ser patológico. Digo eu...

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