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My cup of tea

"You can never get a cup of tea large enough or a book long enough to suit me" C. S. Lewis

My cup of tea

"You can never get a cup of tea large enough or a book long enough to suit me" C. S. Lewis

O melhor (e o pior) de 2015

Gosto de chegar ao fim do ano e olhar em retrospetiva para o ano que passou. Fazer balanços, avaliar, pensar no que correu bem e no que correu menos bem. Assim como gosto de chegar ao fim do dia e pensar em tudo o que aconteceu. Acho que me ajuda a melhorar, mas ajuda-me sobretudo a sentir-me agradecida por tudo o que tenho e fiz de positivo.

Olhando para este ano, percebo que aconteceram muitas coisas boas, assim como aconteceram outras tantas más, mas prefiro sempre focalizar-me nas boas, ao invés de carregar uma certa insatisfação permanente. Vamos a isto.

Criei um blog. Criei este blog. Criei-o em Março, desativei-o, porque... nem eu sei muito bem, e reativei-o em Agosto, sem nenhum propósito em concreto. Apeteceu-me escrever um post e escrevi. Era uma coisa que já tinha em mente há algum tempo. Faz sentido para mim, que gosto muito de escrever, ter um espaço onde possa catapultar palavras e ter feedback dessas mesmas palvras. Receber comentários é a cereja no topo do bolo.

Acabei o primeiro ano da faculdade e comecei o segundo. Sobrevivi ao primeiro ano. Já deve ser qualquer coisa. Estudei muito, fiz muitos resumos, li muita sebenta, empinei muita matéria, coisas com nomes estranhos. Pensei muitas vezes desistir, tantas que lhes perdi a conta. Não foi fácil, não mesmo. Pensei muitas vezes que não ia conseguir e o melhor era mesmo mudar de curso. Mas no final, olho para trás e penso: "Consegui, caramba! Que venha o próximo."

A minha vida em 2014 mudou completamente e acho que só em 2015 é que me habituei a essa mudança. Em Setembro de 2014 as coisas mudaram consideravelmente, achei que não ia conseguir, que era tudo mau, péssimo, que a minha vida não estava a ser nada do que eu queria, nem nada do que eu tinha pensado. Olhando para trás, chego à brilhante conclusão que ainda bem que aconteceu tudo assim, ainda bem que as minhas escolhas me trouxeram até onde estou. Demorou tempo até conseguir perceber que o caminho que escolhi não só era o melhor, como era aquele que eu queria.

No meio destas mudanças todas, ganhei pessoas na minha vida. Perdi algumas. A vida é mesmo assim. Eu devo ser a pior pessoa do mundo para fazer amigos. Primeiro sou bastante exigente. Tenho imensa dificuldade em gostar de uma pessoa e chamá-la de amiga. Depois sou péssima a quebrar o gelo. E não sou de todo aquele género de pessoas que gosta de toda a gente e toda a gente gosta de mim. Mas a sério que quando gosto alguém, gosto mesmo.

Por outro lado, acho sempre que podia ter dedicado mais tempo às pessoas de quem gosto e fazem parte da minha vida. Quando estou com amigos acabo invariavelmente por pensar: "Porque é que não nos juntamos mais vezes?".

Em termos de leituras, shame on me. Até tenho medo de fazer contas. Não sei se a média anual chega a dar um livro por mês. É mau, mesmo. Para quem assume que gosta muito de ler, a coisa anda pelas ruas da amargura.

Estive indecisa. Estive muitas vezes indecisa. Batendo novamente no tema curso. Primeiro queria desistir, afinal não queria desistir, depois já queria desistir, mas afinal não queria desistir... Chegou a um ponto em que já ninguém me queria ouvir. Nem eu me queria ouvir a mim própria. Debati interminavelmente este assunto comigo próprio, até que cheguei de forma atribulada à resolução final: afinal não desisto mesmo. Candidatei-me a outras coisas, entrei, mas não, mantive-me no mesmo curso. Dilemas de uma alma indecisa.

Posso ter estado muuuuuito indecisa, mas também tomei novas decisões, que me fizeram iniciar novos ciclos. Decisões que há uns anos atrás se me dissessem que a ias tomar, teria pensado que era possível, mas dificilmente aconteceria. Decisões com zero arrependimentos.

Cortei o cabelo. Depois de muito: corto, não corto, corto, não corto. Fui à cabeleireira e foram-se-me 20 cm sem arrependimentos (uma leve e ligeira saudade a bater no fundo) direitos a uma instituição que aceita cabelo para fazer cabeleiras a crianças com cancro.

Houve fases em que corri todos os dias, meses a fio em que não pus o meu lindo pé de princesa nuns ténis. Neste momento estou na fase em que ténis só na prateleira. Me espera, em 2016 vai ser a doer (ou se calhar, vendo bem as coisas, não...).

Que venha então 2016.