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My cup of tea

"You can never get a cup of tea large enough or a book long enough to suit me" C. S. Lewis

My cup of tea

"You can never get a cup of tea large enough or a book long enough to suit me" C. S. Lewis

(Ainda as) Bipolaridades

Sou a miúda que chora baba e ranho em filmes românticos, mas treme de vergonha alheia perante gestos pseudo-românticos meio pirosos.

Sou a miúda que se diz altamente sensata, racional e com dois palmos de testa, mas que comete as maiores parvoíces irrefletidas só porque sim.

Sou a miúda que dá gargalhadas colossais, diz as maiores barbaridades, inventa piadas secas, muitas vezes sem filtros, mas que se encolhe de vergonha e analisa meticulosamente o politicamente correto.

Sou a miúda irónica, sarcástica e (às vezes) cruel, mas que diz que nunca devemos julgar os outros e o respeito pelo outro é uma das minhas maiores máximas (mesmo quando apetece desatar ao tabefe).

Sou a miúda que diz que odeia estar chateada sem razão aparente, não suporta auto-vitimização e abomina aquela mania de ver permanentemente o copo meio vazio, mas dramatiza tudo infinitamente, olha só para as hipóteses mais negras, entra numa espiral de medo e desata as carpir todas as mágoas (normalmente horrendas) sem motivo aparente.

Vivo numa bipolaridade estranha, aos solavancos entre mim e todas as outras pessoas que também me pertencem, numa pluralidade que ainda descubro e me leva irremediavelmente a perguntar: quem exatamente sou eu?

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(Já viram se sou uma psicopata ou uma assassina em série e não sei?!) 

Bipolaridades blogosféricas

Há dias em que me ponho a ler os posts do meu próprio blog. Sim, eu sei, tem o seu quê de narcisista. E penso que não me saí nada mal.

Há outros, em que quanto mais leio, mais deprimida fico. Sou acometida de impulsos homicidas e penso mandar o blog às urtigas. Ir às definições e enviá-lo para um abismo sem retorno.

Mais ou menos como quando acordamos de manhã, olhamos para o espelho, e nuns dias, ele é um fofo, e devolve-nos a imagem de uma das angels da Victoria’Secret, enquanto que noutros olhamos com perplexidade para uma imagem disforme que, guess what, somos nós.

Bipolaridade feminina no seu melhor.