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My cup of tea

"You can never get a cup of tea large enough or a book long enough to suit me" C. S. Lewis

My cup of tea

"You can never get a cup of tea large enough or a book long enough to suit me" C. S. Lewis

Leituras| A Seleção

*Alerta Spoiler*

Uma amiga disse-me que tinha duas opções: ou lia A Selação ou lia A Seleção. Um ultimato, portanto, para me apresentar a ausência de escolha. Eu, ainda resisti, mas acabei por ceder. Estamos a falar de YA num registo muito girly. Um dos meus pontos fracos, portanto, de uma forma ou outra, ia acabar por ler esta trilogia.

O livro, tal como o título indica, trata de uma seleção. Tendo como objetivo unir o país, quando o príncipe herdeiro chega ao trono tem de escolher uma mulher plebeia para casar. Raparigas de todas as castas concorrem com o objetivo de serem selecionadas aleatoriamente para um grupo de trinta e cinco raparigas que irão viver para o palácio até o príncipe herdeiro decidir com qual irá casar.

America, a nossa personagem principal, acaba por concorrer, embora a última coisa que quer seja ser selecionada e esteja apaixonada por Aspen. Estão a ver o que acontece? É selecionada para integrar as trinta e cinco raparigas.

Quando chega ao palácio, informa imediatamente o príncipe, Maxon, que não está interessada nele, mas aceita-o como seu amigo durante o período que permanecer no palácio. Esperta a miúda, hã? Tem trinta e quatro mulheres a babarem por ele e uma que jura a pés juntos que tem zero interesse por ele. Qual é que ele havia de querer? A America, claaaaaro, a difícil.

Sim, é um bocadinho cliché, mas acho que isso é que lhe dá uma certa piada.

Destas trinta e cinco mulheres terá de ir afunilando o número de candidatas até chegar à eleita. O primeiro volume acaba com apenas 6 candidatas. Ora, para escolher uma entre trinta e cinco, tem de ter encontros com cada uma, conhecê-las, falar com elas… A parte dos encontros com toooodas as candidatas soa-me a uma relação meio polígama. Estamos a falar de encontros românticos. Basicamente o sonho de qualquer homem. Andar simultaneamente com trinta e cinco mulheres sem pesos na consciência.

Como o livro é narrado por America não vamos tendo acesso a esses encontros, apenas aos encontros entre Maxon e America. E é a partir desses encontros que vamos percebendo que se vão apaixonando gradualmente. Sim, eles apaixonam-se. Mas, para complicar um bocado a coisa, a America ainda está apaixonada por Aspen. E, adivinhem, quem se torna guarda no palácio? Aspen. Fica então completo o triângulo amoroso.

Chateia-me ela não saber com qual dos dois quer ficar. Chateia mesmo. Assim como chateia o Maxon estar apaixonado por America, mas continuar com os encontros com todas as outras. Grrrr… Não me perguntem porque é que fui sempre team Maxon, não reconheço mais qualidades em Maxon do que no Aspen. Mas há ali qualquer coisa, apesar de tudo o que o Maxon possa fazer de parvo, que me faz querer que a America e o Maxon acabem juntos. A própria autora não percebe o quê e diz que inicialmente o plano era a America e o Aspen ficarem juntos, até que depois de acabar o livro o lê e percebe que não, que a America está bem é com o Maxon (eu avisei que tinha spoilers). Diz que ouviu a personagem. Acho fabuloso quando os autores dizem que ouvem as personagens. Um nada esquizofrénico, convenhamos.

No meio disto tudo, ainda há as restantes trinta e quatro candidatas. Juntar trinta e quatro mulheres e pô-las a lutar pelo mesmo homem… dá disparate, como é óbvio. Aquelas cenas tipicamente femininas sem pingo de lógica. Ainda por cima, pô-las a passar o dia juntas na mesma divisão. Portanto a dinâmica entre as trinta e cinco também é muito interessante. Há aquele espírito de competição, disputas, discussões, mas também há as que se tornam besties, amigas para todo o sempre, uma certa solidariedade de quem está no mesmo barco para o que der vier. E há a Marlee. Muito importante. Uma das candidatas e a melhor amiga da America. Que é uma querida. Fofinha, mesmo. Sem ironias.

No meio disto tudo há as entrevistas. O acompanhamento televisivo de tooodo o processo. Esta parte acabou a fazer-me lembrar The Hunger Games (THG). O espírito é diferente. Em THG luta-se pela vida, n’A Seleção luta-se por um homem. Mas no fundo, no fundo, até há ali algumas parecenças.

Para adicionar alguma ação ao livro, o palácio é frequentemente alvo de ataques sulistas e nortistas, o que transforma o livro em algo não assim tão pink e dá para desenjoar do romance.

Em relação à minha opinião e muito sinteticamente: gostei, tem um enredo muito giro, parte de um conceito muito engraçado, mas depois acho que foi mal desenvolvido em algumas fases. Agarra (li-o num dia), mas não é surpreendente. Falta ali qualquer coisa. Não sei explicar.

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Leituras| Sensibilidade e Bom Senso

Li Sensibilidade e Bom Senso de Jane Austen, porque estava a entrar em ressaca literária (acontece, quando fico algum tempo sem ler) e precisava de alguma coisa que não me entusiasmasse para não perder o foco: estudar. Big mistake.

Há uns anos li Orgulho e Preconceito e não gostei muito (Como?!). Achei que tinha um ritmo lento, sem grande desenvolvimento. Por esse mesmo motivo, achei que com Sensibilidade e Bom Senso seria a mesma coisa. Não foi, passado uma semana já o tinha acabado. E gostei tanto, mas tanto. Acho que se tivesse lido, agora, Orgulho e Preconceito, teria gostado muito mais.

Admito que nem toda a gente goste. É efetivamente um livro com o seu ritmo e as suas particularidades. Prova disso são as críticas no Goodreads, há quem adore e há quem odeie. Há quem não consiga passar das sessenta páginas. E há quem devore o livro em menos de nada. Acho que não estou em nenhum dos extremos, mas gostei bastante.

Gostei da sociedade aristocrata retratada por Jane Austen. Gostei dos comentários sarcásticos dissimulados, muito próprios de Jane Austen. Gostei daquele ambiente muito british do sec. XIX: dos jantares, dos bailes, dos passeios pelo campo,… Sem dúvida, que uma das coisas que mais me faz gostar dos livros de Jane Austen é a época histórica em que são escritos.

Em relação às duas personagens principais que dão nome ao livro, Marianne e Elinor, respetivamente Sensibilidade e Bom Senso, trazem um dinamismo muito interessante ao livro. Ambas vão passando exatamente pelas mesmas situações, desgostos amorosos ou o iniciar de um romance, e ambas têm reações completamente antagónicas. Acho que às vezes, ambas acabam por cair no exagero da respetivas emoções. Se Marianne reage efusivamente, como se o que estivesse a passar fosse o mais negro dos cenários, Elinor reage como se nada tivesse acontecido, suprime por completo as emoções.

Uma palavrinha especial para Wiloughby. Eu gostava mesmo do rapaz. Espirituoso, dinâmico, giro (eu imaginava-o giro, mesmo giro)… E gostava mesmo que a Marianne e ele tivessem ficado juntos. Até que o rapaz se revela um cafajeste. E isto é a prova de que já na altura existiam homens parvos. Achei muito bem que Jane Austen mesmo assim tivesse dado a volta por cima. Ele foi parvo, sim senhor, mas vamos ser simpáticos com o rapaz, que ele foi só uma vítima das circunstâncias e de algumas más escolhas. De qualquer das formas, pomos a Marianne com o Coronel Brandon, que é só 20 anos mais velho que ela, mas é muito boa pessoas e ficam todos felizes. E ficam mesmo. É isso que eu gosto na Jane Austen, deixa as personagens principais com um final feliz.

As restantes personagens também são muito interessantes. Gosto tanta da forma como Jane Austen estrutura e caracteriza as personagens. Uns são parvos, outros são uns totós, outros são só estúpidos, outros são arrogantes, outros são caricatos, outros são uns desbocados (daquelas pessoas sem filtros),… Ou então, são a mistura de um bocadinho de tudo.

E é isto. Gostei e recomendo. Não é para toda a gente. Houve uma fase em que eu própria não gostava muito, mas dêem uma oportunidade. E uma segunda. Uma terceira se for preciso. Insistam. Se não gostarem, paciência, não temos todos de gostar de azul, não é?

Uma paixão chamada livros #41

41. Balanço do desafio

Quando vi o desafio no blog da Magda, não pensei duas vezes. Depois de lhe ter pedido para participar é que me comecei a lembrar que talvez não tivesse sido muito boa ideia. Começava em Fevereiro, logo em Fevereiro que eu tinha tanta coisa para fazer. Volvido um mês e meio, não me arrependo absolutamente nada, muito pelo contrário. Mais que não seja porque obrigou-me a vir ao blog todos os dias escrever. Mas para além disso, conheci blogs que não conhecia, conheci livros novos, li opiniões diferentes das minhas, comparei respostas… E depois de tanto tempo a falar de livros todos os dias, custa deixar. Fomos muitos, e isso só tornou o desafio mais interessante, mais variado. Não sei se para o ano haverá novo desafio, mas se for o caso, cá estarei, com mais livros lidos.

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Uma paixão chamada livros #40

40. Próximo livro a ler

Quando acabar de ler Emma, de Jane Austen, ou continuo na minha maratona de Jane Austen, o que acho improvável, porque gosto de intervalar vários tipos de livros, ou leio A verdade sobre o caso de Harry Quebert, de Joel Dicker. A segunda hipótese parece-me mais viável. O livro tem ótimas críticas, portanto provavelmente é o que vai acontecer.

Uma paixão chamada livros #39

39. Último livro lido

O último livro que li foi o segundo livro de uma trilogia, Os Cem. Passa-se num futuro distópico em que um conjunto de humanos são obrigados a deixar a Terra e ir viver para uma nave. A trilogia aborda principalmente o regresso à Terra. Uma distopia YA. What else? Estou à espera de conseguir o último para acabar de ler a trilogia. Dos dois que já li, gostei, embora prefira Divergente ou Hunger Games. Achei excessivamente romanceado e com pouca ação, apesar disso gostei do enredo.

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Uma paixão chamada livros #38

38. Papel/ Formato digital

Se puder escolher entre um e outro, prefiro o papel. Mas tenho de reconhecer, que aos poucos, o formato digital tem ganhado espaço na minha vida. Só o facto de não ter de andar com livros de tamanho astronómico na mala, já é qualquer coisa. Quinhentas páginas (ou mais) condensadas em poucos gramas.

De qualquer das formas, em papel é outra coisa. É mais palpável, vamos saboreando as páginas, vamos sentido folha a folha a escorregar-nos nos dedos. Não é muito racional, não são motivos assim muito válidos… Mas também não sou redutora ao ponto de ler só em papel.

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Uma paixão chamada livros #37

37. Melhor local para ler

Leio em muitos sítios. Na praia, no autocarro, numa sala de espera, nos intervalos das aulas, antes de ir dormir, no comboio… Se estiver muito entusiasmada com um livro e mo tirarem fico em síndrome de privação.

Mas o melhor sítio para ler, de longe, é o meu quarto. Sozinha, eu e um livro. E um pacote de bolachas de chocolate. É daquelas coisas… Priceless.

Sou por natureza distraída. Olho para todo o lado. Para as pessoas, para às janelas,… Levanto os olhos do livro ao mínimo ruído. Sozinha, no meu quarto, sou só eu e o livro, sem possíveis distrações, é mesmo o melhor sítio.

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Uma paixão chamada livros #36

36. Frases típicas que escutas enquanto leitor

Há quem fique esgazeado com as proporções dramáticas dos meus livros. Há quem admire o facto de ler tanto. Há quem me peça para ler livros e depois dar a minha opinião. Há quem me pergunto o que ando a ler. Há quem diga que ler tanto me deve fazer mal. Há quem pergunte se não tenho nada de mais útil para fazer.

Nestas duas últimas opções costumo contar até dez e respirar fundo para não ferir suscetibilidades.

Basicamente é isto.

Depois há os olhares. Os olhares intrigados perante o tamanho do livro. O olhar bisbilhoteiro na tentativa de se descobrir o que ando a ler. O olhar atónito quando leio enquanto espero (como se ler fosse uma coisa assim muito estranha). Os olhares, neste caso, são perguntas de gente com falta de coragem.

Eu não me coíbo de falar de livros. Façam-me perguntas, dêem-me espaço para falar de livros e sou uma pessoa feliz.

Uma paixão chamada livros #35

35. Pior hábito enquanto leitor

Tenho dois hábitos horríveis enquanto leitora. Estou a tentar abandonar os dois. Um com mais sucesso que o outro.

1. Ler a última frase da última página. É tão estúpido. Não sei porque é que o faço. Às vezes fico completamente à nora. Sem perceber nada. Outras vezes percebo o desfecho e perco ali uma parte do entusiasmo. Ou então leio o resto do livro a pensar: ”Não, aquilo não pode acontecer. Aquela frase pode não querer dizer aquilo. É impossível…”. Aconteceu-me com As dez figuras de negro. Descobri o assassino muitas páginas antes do final. Num policial é horrível.

2. Dobrar as páginas dos livros. Sim, eu sei, é um péssimo hábito. Tento evitar, sobretudo quando o livro não é meu. Os ebooks ajudam a combater isto. E usar marcadores também. Mas, às vezes, faço-o tão inconscientemente que só quando volto a pegar no livro é que me apercebo do que fiz.

Uma paixão chamada livros #34

34. A importância da capa do livro

Seria espetacular se eu disse que não, que a capa do livro não tem importância absolutamente nenhuma, que o que interessa é a história. Mas estaria a mentir. Falo por mim, a capa do livro tem uma importância estupidamente maior do que deveria ter. Já li livros por causa das capas. Assim como já deixei de ler livros pelo mesmo motivo.

Às vezes vejo no Goodreads livros com capas pavorosas e nem me digno a espreitar a sinopse. Já me aconteceu querer ler um livro e ir à biblioteca para tentar requisitá-lo e chegar lá e encontrar o livro que quero, mas de uma edição antiga, horrorosa e lá vou eu perguntar à senhora se não tem outra edição do mesmo livro. Ridículo, não é? O conteúdo é o mesmo…