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My cup of tea

"You can never get a cup of tea large enough or a book long enough to suit me" C. S. Lewis

My cup of tea

"You can never get a cup of tea large enough or a book long enough to suit me" C. S. Lewis

Um 2º ano que já terminou

Ainda não vos disse, mas já estou de férias. Terminei o 2º ano. Doeu. Doeu muito. A sério que não exagero. Este ano foi difícil. Pior que o ano passado.

Voltei a questionar-me ininterruptamente se, realmente, era mesmo isto que eu quero fazer. E acabo, inevitavelmente, por chegar à conclusão, de que sim.

Acabei com uma média mais baixa que o ano passado. O que foi chato. O ano passado até tinha uma boa média. Mas sinceramente, sei reconhecer que foi culpa minha. De todas as vezes que deixei arrastar indefinidamente a matéria e esperar que por um qualquer fenómeno de osmose acabasse por assimilar tudo. Não aconteceu. A osmose. A assimilação lá acabou por acontecer, não da forma ideal.

Estou praticamente a meio do curso. Não sei se é bom, se é mau. É aquela coisa: copo meio cheio, meio vazio. Uma questão de perspetiva. Não sei dizer se já só falta metade. Ou se ainda falta metade. Sei que falta a pior metade, a mais difícel. Mas é só metade. E se uma já está quase feita, a outra não é impossível.

Obrigo-me a dizer que este ano, o próximo que vem aí, não vou deixar acumular matéria até quase ter uma síncope. Mas já me conheço demasiadamente bem para saber que estas promessas acabam, quase, quase, sempre, em nada. Tento pensar que para o ano vou ter mais aulas práticas. O que é positivo. Demasiada teoria é chato.

De qualquer das formas o segundo ano já está feito. Depois de ter andado a fazer melhorias até ao final de Junho, para esticar uma média vergonhosa (consegui!), de toda a gente já estar de férias e eu estar atolada em livros, resumos, sebentas e coisas dentro do género, estou de férias. Já fui à praia, já li muito, já me deitei tarde e levantei ainda mais tarde. Só isso… Já é qualquer coisa.

E Agosto há-de ser ainda melhor.

O meus problemas de relacionamento com as bibliotecas

Eu sou pessoa que aprecia bibliotecas. Bastante mesmo. É um sitio giro. Silencioso (Ahahah! Vamos fingir que sim… Já nos debruçamos afincadamente sobre este assunto lá mais para a frente). Com livros por todo o lado. O que só por si já é abonatório. Mesmo quando são livros técnicos que versam sobre assuntos tão interessantes como física quântica, por exemplo (dá para perceber que guardo um ressentimento agudo em relação à física desde os tempos de Secundário, não dá?). Mas, agora que começou a época de exames, o pessoal corre todo para biblioteca como quem quer apanhar a última coca-cola do deserto, e vítimas de uma qualquer amnésia súbita, esquecem-se que a biblioteca não é… sei lá, um cabaré. Ora vamos lá por partes.

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1. As bibliotecas são sítios giros. São, sim senhor. Eu já o disse lá em cima e repito. Dá vontade de uma pessoa bambolear as ancas pelo espaço, dar umas quantas voltas nos corredores e deslizar os olhos pelos livros como quem aprecia uma obra de arte. Mas, grande mas, quem se dedicou a projetar bibliotecas lá se terá esquecido que é suposto haver silêncio, e vá de botar soalho bonito que dá um aspeto todo supimpa e coerente com o espaço, mas range. E não é pouco. Uma pessoa toca com a ponta do dedo pequenino do pé no chão e já o chão se abriu numa orquestra sinfónica. Como mudar o chão talvez esteja fora de questão, não sair do lugar fora as vezes estritamente necessárias talvez seja opção.

2. Mais uma vez, a questão premente: silêncio. Por mim podem fazer o que vos der na real gana numa biblioteca. Tudo. Mesmo. Mas em silêncio, claro. Fazer mortais, dançar cha-cha, jogar ao berlinde. Em mute. Que eu sou uma alma por natureza distraída e caso haja alguém que se lembre de fazer qualquer ruído um decibel acima da média, levanto os olhos do que estou a ler e tento descortinar de onde vem o ruído, fico um tanto tempo a analisar a situação, como se me interessasse, e outro tanto tempo a pensar na morte da bezerra. Quando caio em mim, já passou toda uma eternidade. Porquê? Porque alguém fez um ruído maior que o habitual. Não, a culpa não é da minha distração. É da pessoa ruidosa.

3. Eu no ponto anterior talvez tenha exagerado na parte de dizer que podem fazer tudo o que vos der na real gana. Hum… Não podem. Mesmo em silêncio, não podem. Como, por exemplo, atirar papelinhos uns aos outros. Eu sei, há ali uma fase em que está toda a gente prestes a entrar em burn out, e de repente o nosso lado mais racional foge, mas atirar bolinhas de papel uns aos outros não é solução. Palavra que não. Pode parecer divertido e tal, mas não… Digo isto, porque da última vez que passei todo o meu santo dia enfiada numa biblioteca, umas alminhas, dotadas com certeza de uma inteligência acima da média, acharam que engraçado, era porem-se a atirar bolas de papel uns aos outros. E houve ali uma fase em que temi pela minha integridade física. Ainda pensei levantar-me e armar um escabeche, uma coisa assim muito cinematográfica, com direito a gritos e ameaças, mas depois, refleti, e não era bem a minha cena. Deixei-me estar sossegadinha, enquanto gritava impropérios vários para dentro. Entretanto, um deles levantou-se, eu calculei que o moço devia rondar os 100 kg e ter 2m. De maneira que eu com menos de 50 kg agradeci mentalmente a mim própria por ter suportado tamanha parvoíce alheia.

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E é isto, gente. Vão pelos meus conselhos. Se toda a gente utilizar as bibliotecas de forma civilizada conseguimos ser todos felizes no mesmo espaço.

A prova de que a vida nem sempre é espetacular

Prometi que não ia ler mais até as aulas acabarem. Que não me ia desgraçar.

Mas oferecem-me livros, de autores que gosto muito, com sinopses que dão vontade de pegar e ler tudo em menos de nada.

Depois, fico com vontade de mandar promessas como esta às urtigas, ler muito e marimbar-me para a faculdade.

Mas, de repente, acometida de uma súbita sensatez, obrigo-me a recordar que não será de todo boa ideia se não quiser aniquilar o Verão e ir parar à 2ª fase.

Se a vida fosse espetacular estaria neste momento refastelada a ler. Não estou...

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Uma espécie de serviço público

Estava a estudar e a ouvir música no Spotify (sempre!) e passa aquele reclame da Galp que começa com uma pergunta algo semelhante a isto:

Achas que o mundo era o que era se não fosses tu?

Está uma pessoa para lá de deprimida, de caneta em riste, rodeada de livro, folhas, cadernos e restante parafernália dentro do género, até que entra aquela voz feminina devidamente modulada cérebro dentro. E começa a massajar-nos o ego.

És espetacular. Estás sempre a influenciar os outros.

Até se me vem uma lágrima ao canto do olho.

E pronto, uma pessoa ganha uma nova motivação para estudar. Chama-se a isto serviço público.

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Sinto-me dividida entre instintos suicidas e instintos homicidas*

Pergunto ao professor:

- Isto pode sair na frequência?

- Claro.

- Mas é matéria do ano passado.

- E...?!

Com ar de quem me está a dizer que a matéria é cumulativa e isso é simplesmente a coisa mais natural do mundo.

Mato-me a mim ou mato-o a ele?

*Brincadeirinha, hã? Que eu sou por natureza uma pessoa muito pacifica. Ou pelo menos suficientemente pacífica para não me matar ou matar pessoas.

Imbróglios de uma pessoa com tendências procrastinativas

Todos os anos digo: "Vai ser este ano, caramba. Este ano vai ser espetacular. Vou ter os resumos em dia, vou estudar sempre a matéria à medida que a formos dando, vou ser meticulosamente organizada... Vai ser a bombar. Vou tirar notas bestiais. Ninguém me pára.". Escusado será dizer que nunca, mas nunca tenho a matéria em dia. O que me deixa à beira de um colapso nervoso, tal é a quantidade de matéria acumulada. É para aprenderes, miúda.