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My cup of tea

"You can never get a cup of tea large enough or a book long enough to suit me" C. S. Lewis

My cup of tea

"You can never get a cup of tea large enough or a book long enough to suit me" C. S. Lewis

Quando nos apaixonamos por um livro

Há livros que são como entrar numa relação amorosa.

Primeiro começamos a conhecer-nos. Lê-se a sinopse. Vai-se lendo uma ou outra review e percebe-se que há ali uma certa química.

Depois, há um dia, em que queremos mais do que isso. Começamos a beliscar as primeiras páginas. Nada assumido. Se der deu, se não der, paciência.

Até que há ali um momento, em que percebemos que estamos irremediavelmente apaixonados. Vamos com ele para todo o lado: viagens, consultórios, tempos mortos, lacunas no horário… Sentimos que a vida perde parte do sentido sem ele. No fundo, sabemos que nunca mais vamos olhar para o mundo da mesma maneira depois dele.

Por fim, sem estarmos à espera, como se um livro resistisse eternamente à nossa avidez, chegamos à última página. Sentimos um vazio. Um buraco que não conseguimos preencher. Fazemos luto e pensamos que nunca mais vai voltar a haver outro. É impossível voltarmos a apaixonar-nos. Como se não soubéssemos que na leitura se vive uma poligamia consentida. De certa forma, desejamos que se eclipsasse toda a história da nossa memória para voltarmos a ler o livro com o mesmo prazer assaz irrepetível. Voltar a viver o nosso primeiro amor com ele. A sorte é que nos livros se podem viver vários primeiros amores.

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Ponto alto do meu dia

Estava a falar com uma amiga minha  sobre um livro que andava a ler e pergunto-lhe:

Eu: E tu andas a ler alguma coisa?

Ela: Ando a ler “E tudo o vento levou”.

Eu: Andas a ler “E tudo o vento levou”? Uau! Clássicos!

Ela: Sim.

Eu: Mas tu nem gostavas de ler…

Ela: Eu sei. Mas tu foste-me sugerindo livros e acho que passei a gostar.

Pára tudo! Ganhei o dia, certo?

Uma paixão chamada livros #41

41. Balanço do desafio

Quando vi o desafio no blog da Magda, não pensei duas vezes. Depois de lhe ter pedido para participar é que me comecei a lembrar que talvez não tivesse sido muito boa ideia. Começava em Fevereiro, logo em Fevereiro que eu tinha tanta coisa para fazer. Volvido um mês e meio, não me arrependo absolutamente nada, muito pelo contrário. Mais que não seja porque obrigou-me a vir ao blog todos os dias escrever. Mas para além disso, conheci blogs que não conhecia, conheci livros novos, li opiniões diferentes das minhas, comparei respostas… E depois de tanto tempo a falar de livros todos os dias, custa deixar. Fomos muitos, e isso só tornou o desafio mais interessante, mais variado. Não sei se para o ano haverá novo desafio, mas se for o caso, cá estarei, com mais livros lidos.

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Uma paixão chamada livros #40

40. Próximo livro a ler

Quando acabar de ler Emma, de Jane Austen, ou continuo na minha maratona de Jane Austen, o que acho improvável, porque gosto de intervalar vários tipos de livros, ou leio A verdade sobre o caso de Harry Quebert, de Joel Dicker. A segunda hipótese parece-me mais viável. O livro tem ótimas críticas, portanto provavelmente é o que vai acontecer.

Uma paixão chamada livros #39

39. Último livro lido

O último livro que li foi o segundo livro de uma trilogia, Os Cem. Passa-se num futuro distópico em que um conjunto de humanos são obrigados a deixar a Terra e ir viver para uma nave. A trilogia aborda principalmente o regresso à Terra. Uma distopia YA. What else? Estou à espera de conseguir o último para acabar de ler a trilogia. Dos dois que já li, gostei, embora prefira Divergente ou Hunger Games. Achei excessivamente romanceado e com pouca ação, apesar disso gostei do enredo.

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Uma paixão chamada livros #38

38. Papel/ Formato digital

Se puder escolher entre um e outro, prefiro o papel. Mas tenho de reconhecer, que aos poucos, o formato digital tem ganhado espaço na minha vida. Só o facto de não ter de andar com livros de tamanho astronómico na mala, já é qualquer coisa. Quinhentas páginas (ou mais) condensadas em poucos gramas.

De qualquer das formas, em papel é outra coisa. É mais palpável, vamos saboreando as páginas, vamos sentido folha a folha a escorregar-nos nos dedos. Não é muito racional, não são motivos assim muito válidos… Mas também não sou redutora ao ponto de ler só em papel.

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Uma paixão chamada livros #37

37. Melhor local para ler

Leio em muitos sítios. Na praia, no autocarro, numa sala de espera, nos intervalos das aulas, antes de ir dormir, no comboio… Se estiver muito entusiasmada com um livro e mo tirarem fico em síndrome de privação.

Mas o melhor sítio para ler, de longe, é o meu quarto. Sozinha, eu e um livro. E um pacote de bolachas de chocolate. É daquelas coisas… Priceless.

Sou por natureza distraída. Olho para todo o lado. Para as pessoas, para às janelas,… Levanto os olhos do livro ao mínimo ruído. Sozinha, no meu quarto, sou só eu e o livro, sem possíveis distrações, é mesmo o melhor sítio.

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Uma paixão chamada livros #36

36. Frases típicas que escutas enquanto leitor

Há quem fique esgazeado com as proporções dramáticas dos meus livros. Há quem admire o facto de ler tanto. Há quem me peça para ler livros e depois dar a minha opinião. Há quem me pergunto o que ando a ler. Há quem diga que ler tanto me deve fazer mal. Há quem pergunte se não tenho nada de mais útil para fazer.

Nestas duas últimas opções costumo contar até dez e respirar fundo para não ferir suscetibilidades.

Basicamente é isto.

Depois há os olhares. Os olhares intrigados perante o tamanho do livro. O olhar bisbilhoteiro na tentativa de se descobrir o que ando a ler. O olhar atónito quando leio enquanto espero (como se ler fosse uma coisa assim muito estranha). Os olhares, neste caso, são perguntas de gente com falta de coragem.

Eu não me coíbo de falar de livros. Façam-me perguntas, dêem-me espaço para falar de livros e sou uma pessoa feliz.

Uma paixão chamada livros #35

35. Pior hábito enquanto leitor

Tenho dois hábitos horríveis enquanto leitora. Estou a tentar abandonar os dois. Um com mais sucesso que o outro.

1. Ler a última frase da última página. É tão estúpido. Não sei porque é que o faço. Às vezes fico completamente à nora. Sem perceber nada. Outras vezes percebo o desfecho e perco ali uma parte do entusiasmo. Ou então leio o resto do livro a pensar: ”Não, aquilo não pode acontecer. Aquela frase pode não querer dizer aquilo. É impossível…”. Aconteceu-me com As dez figuras de negro. Descobri o assassino muitas páginas antes do final. Num policial é horrível.

2. Dobrar as páginas dos livros. Sim, eu sei, é um péssimo hábito. Tento evitar, sobretudo quando o livro não é meu. Os ebooks ajudam a combater isto. E usar marcadores também. Mas, às vezes, faço-o tão inconscientemente que só quando volto a pegar no livro é que me apercebo do que fiz.

Uma paixão chamada livros #32

32. Personagem literária para a qual escreverias um livro

Hipoteticamente, se eu fosse uma escritora, uma boa escritora, convenhamos, escreveria um livro para o Gale dos Hunger Games. Acho que a autora lhe deu um fim um bocadinho ingrato. Não acabou mal, mas também não acabou bem. Na verdade, nós não sabemos exatamente como acabou. Assim uma coisa um bocado incerta. Não sabemos se foi feliz, se encontrou alguém, o que é que fez durante o resto da vida… Dava um rumo ao rapaz. Um rumos feliz, que apesar de ser team Peeta, acho que o Gale também merecia um final feliz.