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My cup of tea

"You can never get a cup of tea large enough or a book long enough to suit me" C. S. Lewis

My cup of tea

"You can never get a cup of tea large enough or a book long enough to suit me" C. S. Lewis

Eu, indecisa?! Essa agora...

Acabei por encomendar o vestido de que falei, ontem. Foi mais forte do que eu. Uma pessoa, também, não é de ferro, certo? Só que com estas coisas dos saldos, o pequeno pode demorar mais um a dois dias a chegar. Se ele chegar dentro do prazo estipulado fora do período de saldos, chega exatamente no dia que eu quero, se tiver o atraso por causa dos saldos, a coisa já corre mal. A sério, quem me manda levar tanto tempo para decidir uma coisa? Eu sou, de facto, o expoente máximo, o apogeu, o que lhe quiserem chamar, da indecisão. Levo toda uma vida para decidir detalhes minímos.

Como para além de indecisa, também sou incrivelmente chata, decidi ligar para a o serviço online da Zara a perguntar se eles por acaso não têm informações em relação aos prazos de entrega, para além dos que estão no site. Isto é, se eles sabem se as entregas se estão realmente a atrasar por causa dos saldos ou se está tudo dentro dos trâmites normais.

O senhor que me atendeu, uma paz de alma, uma simpatia, respondeu-me a tudo como se eu não estivesse a ser uma criatura incrivelmente chata. E no fundo, limitou-se a dizer-me o que já estava no site, mas naquela voz devidamente modulada que eles devem ser obrigados a fazer. E quanto mais estapafúrdia era a questão (eu tenho uma certa propensão a fazer perguntas parvas com respostas óbvias), mais calma era a voz do senhor. Invejei-lhe a paciência.

Depois de desligar a chamada, cheguei à conclusão, que o senhor, teve toda aquela paciência infinita, de certeza, porque a chamada estava a ser gravada. Imagino que depois de terminar a chamada se tenha virado para o colega do lado e tenho dito:

- Mais uma abécula analfbeta que não leu as informções no site.

Portanto, no fim de toda esta saga, fiquei na mesma. Não sei se o vestido vai chegar a tempo. Tenho estado a controlar obsessivamente o estado da encomenda.

Oh! Well... Mea culpa.

Sobre estes Saldos

Não há nada que me faça perder a cabeça. Que me leve a tentar desvairadamente assaltar um banco.

Umas sandálias na Mango, pré-saldos, desapareceram antes sequer de eu equacionar compá-las. Eram giras, faziam o meu género, mas não me apetecia comprá-las antes dos saldos. E elas desapareceram para todo o sempre. E eu nem senti aquela pontada de remorsos por não as ter comprado logo. Portanto, não foi mesmo amor. Foi só uma ligeira crush.

Também há alguns básicos que me aquecem o coração. Mas são básicos. Nada de muito interessante.

Acontece que, um vestido na Zara, que eu já tinha debaixo de olho na época pré-saldos, entrou em saldos, com uma redução que não é nada do outro mundo, mas já é qualquer coisa. E eu todos os dias olho para ele. Devo estar à espera que ele esgote. Só pode.

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Porque é que eu ainda não o comprei? Racionalmente, eu não preciso dele. Não preciso mesmo. Tenho ocasiões para o usar, mas tembém já tenho vestidos para essas ocasiões, portanto não faz sentido comprá-lo. Mas é tão giro. E está a um preço tão simpático.

Odeio ser tão indecisa. Mesmo.

Para não me assolapar a todos os sapatos que me passam pelas vistas

De repente, assim do nada, há uns ténis (sapatilhas, sneackers, o que lhe quiserem chamar) que ficam na berra e que tooooda a gente usa. New Balance, Stan Smith, Superstar e agora… Adidas Tubular. Não tão agora assim, mas mais recentes que qualquer um dos supracitados.

E eu estou a escrever este texto não para vos informar desse facto, mas para mais tarde relembrar o que escrevi. A minha opinião é que são PA-VO-RO-SOS. Mesmo. Não há nenhuma justificação plausível para vos dizer que os acho feios (e ponham feio nisso), mas não gosto. Daqui a um mês quando vender um rim para os ter (não desconfio qual é o preço, mas metade de um dos lóbulos do pulmão deve chegar, um rim já é abusar), vou desenterrar este post e obrigar-me a lê-lo para não ter uma opinião tão volúvel.

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Tenho de arranjar uns contactos na Zara

O ano passado, numa das minhas muitas incursões ao pinterest (quem é que é suuuuuper viciada, quem é?), encontrei umas sandálias que eram a minha cara. Minimalistas, simples e giras que se farta. Olhei para a descrição e percebi que eram da Zara. Lá fui eu, rumo ao site, descortinar o preço.

Tinham um bom preço, mas eu, olimpicamente, pensei “Encontramo-nos nos saldos. Se chegarem lá, tudo bem. Caso contrário, paciência… Também já não falta muito tempo.” Estava a pedi-las, certo? A um preço bestial e ainda a exigir saldos. Mas as pequenas aguentaram-se firmes e resolutas com menos cinco euros no preço final, pelo menos um dia. E eu, parva (não há outra forma de qualificar a minha reação), não as comprei logo, logo que as vi (sem comentários), e quando fiz refresh na página, já alguém se tinha antecipado e comprado o meu 36. Toma lá que é para aprenderes. Lá continuei, minuto sim, minuto sim, a fazer refresh à página, na ilusão que alguém devolvesse o meu 36. E eis que aparece um 37. E eu, mesmo sabendo de antemão que não era exatamente o meu número, açambarquei-me a elas. E elas vieram parar cá a casa. Estavam-me um nada largas, mas isso também não interessava nada. Como as comprei no fim do Verão, nunca as cheguei a estrear. Ironias da vida.

Não é que eu descubro, que este ano, a Zara tem umas sandálias exatamente iguais, mas em camurça? Ela por ela, mais valia ter esperado até este ano e comprava o meu número. Too late.

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Apresento-vos as sandálias que quase me tiraram o sono.

Vinte centímetros depois e uma doação

Eu tinha dito aqui que estava indecisa em relação a cortar o cabelo curto ou cortar apenas as pontas. Decidi cortar curto. Estava pelo meio das costas ficou acima da base do pescoço. Foi uma mudança enorme.

Há algum tempo atrás, depois de ler este post da Miss Tangerine, defini que se porventura cortasse o cabelo curto e na altura o tivesse comprido, queria doá-lo. Na altura, o meu objetivo seria doá-lo ao IPO, mas como de momento o IPO não está aceitar mais doações de cabelo, decidi escolher uma instituição internacional que aceitasse doações de outros países. Existem pelo menos duas instituições que aceitam cabelo para fazer cabeleiras para crianças vindas do estrangeiro: a Locks of Love e a Little Princess Trust. Eu optei pela Little Princess Trust porque o mínimo de comprimento aceitável são 17 cm, enquanto que na Locks of Love são 25,4 cm (10 inches). Em ambas as instituições os requisitos não são muito exigentes. Aceitam cabelo com cabelos brancos e cabelos pintados. O ideal é enviarem-no num saquinho transparente hermético, sempre numa trança ou rabo de cavalo. De qualquer das formas podem consultar as condições em ambos os sites.

Eu lavei e sequei bem o cabelo em casa, mas optei por não cortar a trança ou rabo-de-cavalo em casa. Pedi à cabeleireira que mo fizesse. E foi o melhor que fiz. Ela penteou-me bem o cabelo, dividiu-o em duas partes e cortou-o. Quando mo entregou percebi que tinha imeeeenso cabelo e fiquei ali uns segundos em choque a olhar para a minha imagem no meu espelho. Foi uma diferença muito grande. Foram vinte centímetros. Entretanto ela acertou o corte de cabelo, portanto no total devem ter sido perfeitos mais de vinte centímetros. O corte foi feito em seco e no início pensei que devia ter enlouquecido para fazer um corte tão radical. Aquela não era eu. Nunca o tinha cortado tão curto. Já o tinha cortado pelo pescoço, acima disso não. Entretanto a cabeleireira lavou-o, secou-o e esticou-o. O resultado foi um bob em que a parte da frente está mais comprida que a parte de trás. Gostei muito de me ver. Estou mais leve, com uma imagem mais clean. Só não sei porque é que ainda não tinha feito antes. Contra todas as minha expectativas ainda não me arrependi. Quando me viram pela primeira vez a maior parte das pessoas ficaram em choque, mas até agora ainda não houve ninguém que me tivesse dito que não gostava. A esmagadora maioria diz-me que me fica super bem, só duas ou três pessoas é que me perguntam se não tive pena ou como é que tive coragem.

Para ser sincera não tive pena. Não mesmo. Quer dizer há sempre aquele processo de desabituação. O cabelo estava tão grande, agora está curto, a minha imagem está diferente, a forma como cuido dele mudou… Mas são detalhes. Coloquei-o num saco transparente hermético e vou hoje enviá-lo para a Little Trust. Vai servir para fazer cabeleiras para meninos com cancro. Só por isso já valeu a pena.

Se alguém estiver numa situação mais ou menos semelhante à minha, experimentem. Porque não? É a tal história. È cabelo, cresce e estão a dar uma hipótese à mudança. E no meio disto tudo ainda há um gesto solidário bonito.

Desejo consumista #5

O desejo consumista de hoje vem em modo aleatório. Malas, sabrinas, mocassins... 

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Trench coat (Mango)

Acho que já é a segunda vez que ela aqui vem parar. Não tenho a certeza... Gosto mesmo dela. Acho que o facto de não ter botões a torna de certa maneira invulgar. A cor também me chamou a atenção. Não é um bege normal, é assim mais claro. Eu até me podia estar aqui a explicar, mas um desejo consumista não é muito racional, portanto o simples facto de eu gostar dela faz com que vá parar à wishlist.

Josefinas

Eu tenho um problema sério com sabrinas. Todas as sabrinas me aleijam. Todas. Com costura atrás, sem costura, em pele, em sintético, ligeiramente mais largas, exatamente o meu número... Mas eu insisto em encontrar as sabrinas perfeitas. Insisto em sair de casa com sabrinas. Insisto em ficar com os pés cheios de bolhas... Pessoas que dizem que sabrinas são o calçado mais confortável para a meia estação, invejo-vos. Eu gosto imenso de sabrinas. Acho super versáteis. Tão rapidamente dão com calças, como com saias ou vestidos. Mas depois não as consigo usar. Apesar de tudo isso, acho que este par de Josefinas resolvia em parte o meu problema. Isto porque as Josefinas são adaptáveis a cada pé. O lacinho permite que se ate a sabrina ao pé com mais ou menos folga. E são todas tão giras. Desde as mais básicas em camel ou preto, às com padrão.

Mocassins pretos (Zara)

Desde o ano passado que quero comprar uns mocassins. O ano passado procurei em várias lojas, não encontrei nenhuns que gostasse. Este ano há vários modelos de várias lojas que gosto muito. Estes são da Zara, mas há um modelo da Massimo Dutti parecido que até gosto mais, pena ser em azul escuro. O preto dá com tudo, porquê azul escuro?!

Mala (Bimba&Lola)

Apaixonei-me por esta mala, mas caramba, é caríssima. Não vai passar de uma paixão platónica, provavelmente, com muita pena minha. Mas seria perfeita. Preta, clássica, linhas direitas, não muito grande, não muito pequena.

Vamos cortar o cabelo?

A minha pessoa teme claramente idas ao cabeleireiro. Nunca se sabe se em pedindo que se corte as pontas, sai de lá com menos 10 cm de cabelo. As pontas estão estragadas, mas não estão assim taaaanto. Vamos com calma, sim?

Mas chega a um momento em que não há como evitar, ou se vai ao cabeleireiro, ou se fica com cabelo de rato. Pontas espigadas pelo sol, secador, placas e afins; um corte escadeado que já foi escadeado, entretanto está só incerto;...

E eu, depois de muito olhar para o espelho, cheguei à conclusão difícil que lá terei de rumar ao cabeleireiro e entregar o meu cabelo a quem percebe mais dito que eu.

Antes de ir ao cabeleireiro eu penso muito sobre o assunto. Escadeado ou direito? Curto ou comprido? Difícil. Eu, indecisa? Naaaada.

Vamos por partes.

Comprimento. Eu estou farta de ter o cabelo comprido. Está assim para aí há três anos. Neste momento está pelo meio das costas. Mas, não sei se o quero mesmo cortar curto. É que depois ando um mês em depressão a pensar no que é que me meti e porque é que me meti. Sou uma exagerada do pior, eu sei. É só cabelo e com o tempo cresce. Mas até nos habituarmos, custa. Por outro lado, estou a precisar de uma mudança...

 

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Mais ou menos como isto. Ainda não decidi se o isto é por cima ou pelos ombros.

Corte. Não há grandes dúvidas em relação a este assunto. Escadeado. Tive-o direito durante imenso tempo. Um dia escadeei-o. Por fim, percebi que o cabelo direito não me favorecia. De todo.

Cor. Pronto. O descalabro é aqui. Eu nunca pintei o cabelo. Nunca. Sempre disse que gostava do meu tom de cabelo. E gosto. Portanto não vou mudar. Gostava apenas de introduzir uma ligeira mudança.

Eu passei uma vida a dizer que não gostava de madeixas californianas. A opinião mantém-se. Tenham lá paciência, mas ter o cabelo de duas cores diferentes não fica bonito. Por mais que vos façam crer que ter a raiz castanha escura e as pontas amarelas fica giro, não fica. Daqui a dez anos, quando olharem para fotografias vossas, com o devido distanciamento emocional, vão pensar porque é que os vossos amigos ou os vossos pais não foram sinceros convosco. Isso e ter o cabelo castanho com madeixas amarelas. Ou vermelhas. Tipo código de barras. Bah!

Mas há uma coisa que eu gosto. Ombré. Uma versão mais suave das madeixas californianas. Ou madeixas muito ténues no meu subtom. E ter coragem para isso? É que o corte, mesmo que fique mal, passado dois meses ele já está maior. A cor... Errr... Não é bem assim. È uma coisa mais definitiva. E já me estou a imaginar, no fim de cortar e fazer as devidas alterações à cor, andar à chapada com a cabeleireira e ficar dois meses sem conseguir olhar para o espelho. Não é uma visão bonita. Por isso acho melhor deixar-me estar sossegadinha, em vez de me pôr com ideias destas.

 

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 Uma coisa, mais ou menos natural, como isto. Sem passar de um tom para outro completamente diferente. E fazer-me entender? E ter a certeza que vai ficar como eu quero? Pois...