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My cup of tea

"You can never get a cup of tea large enough or a book long enough to suit me" C. S. Lewis

My cup of tea

"You can never get a cup of tea large enough or a book long enough to suit me" C. S. Lewis

Os sonhos e a realidade

Eu tenho sonhos um tanto estapafúrdios. Sem muita lógica e meio desconectados. Quem não? E um dos sonhos mais recorrentes e assutadores que tenho é o de me cairem os dentes. Assim de repente. Não é o processo de queda, não é a dor... Não sei exatamente o que é. Mas sei que é pavoroso. Uma sensação horrível vagamente semelhante à de nos despenharmos ou cairmos em queda livre num precipicio. Um medo infundado, uma sensação de insegurança aliada à fallta de controlo da situação.

Lembro-me de ter contado isto a umas amigas e elas terem achado aquilo só parvo e sem sentido (pois, está bem, não era com elas...). E eu fique a sentir-me meio alien, porque pensava que era daqueles sonhos que toda a gente tem, mais ou menos como o de voar, ser ceifado por uma onda gigante (esse também é pavoroso) ou cair num precipicio. Elas disseram que não. Nunca tinham ouvido semelhante coisa. Até que passado algum tempo, na altura em que ainda havia a Mixórdia de Temáticas do Ricardo Araújo Pereira (acham que há possibilidade de petição para voltar?), uma delas retratou, daquela maneira espetacular que só o RAP consegue, a inutilidade do sono. Um dos argumentos era a estupidez dos sonhos. E qual foi um dos sonhos referidos? A queda súbita de dentes. Obrigada. Afinal não estava sozinha.

Volvidos uns anos, poucos (talvez um ou dois), quando andava apanhadinha por Freud e tive Psicologia no Secundário, descobri que Freud não só dizia que era um sonho recorrente como o explicava. O homem era mesmo iluminado (depois, percebi que não, era só mesmo tarado).

Então afinal o que é isso da queda dos dentes? Insegurança. Tão simples quanto isso. E, até que confere. Não sou a pessoa mais insegura do mundo, mas tenho algumas inseguranças parvas. Acho que toda a gente tem, com exceção àquelas pessoas super resolvidas, sem problemas de qualquer espécie, em suma perfeitas... Ah! Espera... Isso chama-se utopia. Então, sim, acho que toda a gente tem algumas inseguranças.

Isto vem a que propósito? Isto vem a propósito da minha paranóia por Freud, mas também de uma conversa que tive com uma pessoa que me confessou ter este pesadelo, às vezes. Uma das pessoas mais inseguras que conheço com uma opinião extremamente volúvel. Ótima pessoa, mas muito insegura.

Interpretação dos sonhos soa assim meio ilógico, mas a verdade é que neste caso até que bate certo. Não levo à letra, mas achei piada a interpretação que Freud foi dando aos sonhos. A este e a outros. Foi a primeira pessoa a não interpretar de forma mística os ditos cujos. Alguma credibilidade há-de ter. 

O meus problemas de relacionamento com as bibliotecas

Eu sou pessoa que aprecia bibliotecas. Bastante mesmo. É um sitio giro. Silencioso (Ahahah! Vamos fingir que sim… Já nos debruçamos afincadamente sobre este assunto lá mais para a frente). Com livros por todo o lado. O que só por si já é abonatório. Mesmo quando são livros técnicos que versam sobre assuntos tão interessantes como física quântica, por exemplo (dá para perceber que guardo um ressentimento agudo em relação à física desde os tempos de Secundário, não dá?). Mas, agora que começou a época de exames, o pessoal corre todo para biblioteca como quem quer apanhar a última coca-cola do deserto, e vítimas de uma qualquer amnésia súbita, esquecem-se que a biblioteca não é… sei lá, um cabaré. Ora vamos lá por partes.

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1. As bibliotecas são sítios giros. São, sim senhor. Eu já o disse lá em cima e repito. Dá vontade de uma pessoa bambolear as ancas pelo espaço, dar umas quantas voltas nos corredores e deslizar os olhos pelos livros como quem aprecia uma obra de arte. Mas, grande mas, quem se dedicou a projetar bibliotecas lá se terá esquecido que é suposto haver silêncio, e vá de botar soalho bonito que dá um aspeto todo supimpa e coerente com o espaço, mas range. E não é pouco. Uma pessoa toca com a ponta do dedo pequenino do pé no chão e já o chão se abriu numa orquestra sinfónica. Como mudar o chão talvez esteja fora de questão, não sair do lugar fora as vezes estritamente necessárias talvez seja opção.

2. Mais uma vez, a questão premente: silêncio. Por mim podem fazer o que vos der na real gana numa biblioteca. Tudo. Mesmo. Mas em silêncio, claro. Fazer mortais, dançar cha-cha, jogar ao berlinde. Em mute. Que eu sou uma alma por natureza distraída e caso haja alguém que se lembre de fazer qualquer ruído um decibel acima da média, levanto os olhos do que estou a ler e tento descortinar de onde vem o ruído, fico um tanto tempo a analisar a situação, como se me interessasse, e outro tanto tempo a pensar na morte da bezerra. Quando caio em mim, já passou toda uma eternidade. Porquê? Porque alguém fez um ruído maior que o habitual. Não, a culpa não é da minha distração. É da pessoa ruidosa.

3. Eu no ponto anterior talvez tenha exagerado na parte de dizer que podem fazer tudo o que vos der na real gana. Hum… Não podem. Mesmo em silêncio, não podem. Como, por exemplo, atirar papelinhos uns aos outros. Eu sei, há ali uma fase em que está toda a gente prestes a entrar em burn out, e de repente o nosso lado mais racional foge, mas atirar bolinhas de papel uns aos outros não é solução. Palavra que não. Pode parecer divertido e tal, mas não… Digo isto, porque da última vez que passei todo o meu santo dia enfiada numa biblioteca, umas alminhas, dotadas com certeza de uma inteligência acima da média, acharam que engraçado, era porem-se a atirar bolas de papel uns aos outros. E houve ali uma fase em que temi pela minha integridade física. Ainda pensei levantar-me e armar um escabeche, uma coisa assim muito cinematográfica, com direito a gritos e ameaças, mas depois, refleti, e não era bem a minha cena. Deixei-me estar sossegadinha, enquanto gritava impropérios vários para dentro. Entretanto, um deles levantou-se, eu calculei que o moço devia rondar os 100 kg e ter 2m. De maneira que eu com menos de 50 kg agradeci mentalmente a mim própria por ter suportado tamanha parvoíce alheia.

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E é isto, gente. Vão pelos meus conselhos. Se toda a gente utilizar as bibliotecas de forma civilizada conseguimos ser todos felizes no mesmo espaço.

Quando nos agridem o ego numa loja de maquilhagem

Entro numa loja de maquilhagem e peço à senhora que me ajude a escolher uma base. A senhora, toda ela salamaleques, dá-me uma base para eu experimentar, que me deixa com uma mancha laranja na mão. Eeeerrr… Não é bem aquilo que eu queria. Sugere-me, então, um bb cream ótimo se eu quisesse que pensassem que eu tinha passado os últimos 3 meses enfiada numa caverna longe de qualquer luz solar. Quando dou por mim, já a senhora me está a sugerir também um primer. E uma base, claro. Para que é que eu quero um primer sem base? Besunta-me quase metade do frasco, quer da base quer do primer, nas costas da mão e deixa-me a mão com uma cor manhosa meio esquálida, ao mesmo tempo que diz:

- Esconde as borbulhinhas todas.

Borbulhas?! Oi?! Eu ouvi borbulhas? Eu não tenho borbulhas, sim? É assim que se perde um cliente. Acham bem? Disse que eu tinha borbulhas… Pffff…

Por esta altura já vocês devem pensar que eu sou um ogre. Já admiti que tenho tendência para ter o cabelo oleoso. Agora a senhora da loja de maquilhagem diz que eu tenho borbulhas…. Mas não sou. Eu sou mais tipo… a Gisele Bundchen. Ou a Sara Sampaio. Sim, eu sei, não têm nada a ver uma com a outra. Uma é loira e outra morena. Escolham a que acharem mais gira. Pronto, eu sou essa.

A reter para futuras conversas com mães

Estava a falar com uma amiga e quando reparo estamos a falar num tema tão interessante como... lombrigas. Inevitavelmente quando se fala em lombrigas tem de se falar em... cocó (não há melhor forma de me referir a isto sem ser ofensivo ou parecer que estamos num laboratório de análises clínicas). Ora, essa minha amiga é mãe, por esse motivo é que sem grande propósito em concreto começámos a falar de parasitas que habitam alegremente no intestino. A reter para futuras conversas com mães:

1. As mães falam de tudo, sem pudores. Vomitado, ranho, xixi, cocó... Diz respeito aos filhos, tem de ser debatido até ao mais ínfimo pormenor. Mas debatido com entusiasmo e com um grau de detalhe dispensável.

2. Evitar tudo por tudo, que a conversa vá parar ao tema: filhos. Empurrar a conversa para outros tópicos. Tudo menos filhos. Porque se por acaso se ousa tocar no tema filhos, é assunto para três horas de conversa. E ninguém quer (a não ser evidentemente as mães) falar três horas sobre filhos, crianças e doenças da miudagem em geral.

Três coisas a não fazer, em tempo algum, quando se pinta uma divisão. Conselho de amiga.

1. Confiar cegamente no vendedor.

Foi o que eu fiz. Cheguei, disse as medidas do meu quarto e o vendedor disse o número de litros que seriam necessários. Eu, na minha ignorância, se me tivessem dito 10L por parede não tinha duvidado. Não foi um número tão disparatado, mas cheguei ao final com o quarto todo pintado e metade da tinta na lata. True story.

2. Confiar cegamente nas mães.

As mães sabem tudo sobre tudo. Hidroponia? Claro. Época de acasalamento dos guaxinins? Sem sombra de dúvida. Renda de bilros? Na boa. Ora então, não hão-de estar a par de todo o universo cromático? Claro que sim. Foi o que eu pensei. Cheguei à loja com as cores em mente. Um rosa leve (qualquer coisa como o da cor Pantone) e cinzento. Pego no catálogo e quase que tenho um mini ataque cardíaco. O catálogo tinha milhentas cores. Eu indecisa por natureza recrutei a ajuda da minha mãe. Quando ela me vê com o catálogo aberto na escala dos cinzentos, diz que não, não é nada disso, que tenho é de escolher um lilás a fugir para o cinzento para aproximar ao rosa. Lá vou eu para a página dos lilases procurar qualquer coisa que se assemelhe vagamente ao que tenho em mente. Escolho um entre quinhentos, ou mais, e mando fazer a cor. Quando me entregam a lata fico ligeiramente desconfiada. Não era beeeeem aquilo. Mas penso positivo, deve ficar diferente na parede. Não ficou. Ficou qualquer coisa como um lilás-cor-de-vómito. Olhava para a cor e só me lembrava de vómito e ranho. Pouco promissor. Principalmente quando já era tarde, o quarto estava todo pintado e eu em desespero porque não era NADA daquilo. Entro num daqueles dramas femininos com pouca lógica e uma vontade estupidamente grande de chorar por causa da cor de uma parede. Volto à loja, desta vez mais resoluta em relação à cor e sabendo de antemão que não me ia deixar enganar pelas quantidades de tinta. Uns meses depois, escrevo-vos do meu quarto, com as cores certas nas paredes e um trauma com pinturas. Moral da história, na hora de escolher as cores não se deixem enganar. Nem mesmo pela omnisciência da vossa mãe.

3. Pensar: “Ah, isto é coisa para demorar um par de horas.”

Não cheguei a esse cúmulo, mas pensei que em dois ou três dias a coisa ficava despachada. Uma semana depois e o quarto ainda estava por pintar. Só dez dias depois concluí a malfadada tarefa. E não, o meu quarto não tem as dimensões do Palácio de Versalhes. Nem da Muralha da China. Mas entre despejar o quarto, forrá-lo a plástico, pintá-lo, limpá-lo e voltar a pôr a mobília lá dentro… Sim, precisei desse tempo todo. Convém dizer que durante estes dez dias houve vida para além do quarto e das tintas.

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Essa coisa do contacto físico

Eu sou pessoa que não aprecia de todo contacto físico. Só em caso extremos e estritamente com pessoas muito achegadas. E por pessoas muito achegadas entende-se família nuclear e amigos muito próximos. Mas só quando tem mesmo de ser, fora isso também é e de evitar.

Ora, para mal dos meus pecados, devo pertencer a uma parte residual da populção. As pessoas tendem a agarrar-se umas às outras sem motivo nenhum em especial. O que dá origem àqueles momentos para lá de constrangedores: E agora, o que é que eu faço? Abraço ou deixo-me estar quietinha? Isto vai demorar muito tempo? Vamos ficar aqui agarradinhos só porque sim até quando? E no final do abraço o que é que se faz? Sorri-se? diz-se que se gosta muito da outra pessoa? Mas alguém me explica porque raio tenho de verbalizar as minhas emoções?

Eu tentei (frustradamente) explicar isto à minha mãe e ela fartou-se de rir. E agora, sempre que me toca, pergunta se estar a ser demasiado invasiva. Será que ninguém me percebe?

Ainda por cima, tinha de viver num país que pertence a uma franja da população europeia que está sempre pronta para um abraço, para uma festinha ou para um cafuné.

Não. Parem, por favor. Pelo bem da minha sanidade mental sou a favor da criação do movimento #nãoaoabraçosóporquesim. Ou se abraça com um motivo forte (muito forte) ou não se abraça.

Alguém partilha o sentimento ou serei a única desapegada?

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Sinto-me dividida entre instintos suicidas e instintos homicidas*

Pergunto ao professor:

- Isto pode sair na frequência?

- Claro.

- Mas é matéria do ano passado.

- E...?!

Com ar de quem me está a dizer que a matéria é cumulativa e isso é simplesmente a coisa mais natural do mundo.

Mato-me a mim ou mato-o a ele?

*Brincadeirinha, hã? Que eu sou por natureza uma pessoa muito pacifica. Ou pelo menos suficientemente pacífica para não me matar ou matar pessoas.

Professores...

Já tive ótimos professores e já tive péssimos professores. E sei bem que um professor pode mudar para uma forma totalmente diferente a maneira como olhamos para uma determinada matéria. Nunca gostei de Filosofia e acho que talvez o deva à péssima professora de Filosofia que tive. Por outro lado, tive uma ótima professora de Biologia que me fez gostar imenso da disciplina e trabalhar com muito mais esforço. Não é matemático, mas um bom professor faz toda a diferença.

Este ano ia ter uma cadeira muito similar a uma que já tinha tido o ano passado. E sabe Deus o que eu penei com aquilo o ano passado. Fartei-me de estudar e o que me valeu foi na frequência ter sido tudo relativamente acessível, porque eu tenho noção que o que eu apreendi daquela cadeira, muito importante por sinal, foi qualquer coisa perto de zero. Este ano, imaginava um cenário muito idêntico. Em que ia ter de estudar muito em casa e ser muito auto-didata. Nem é que eu me importe, porque acho que quando descobrimos e percebemos as coisas por nós próprios, a matéria fica mais bem retida, o problema vem do facto de que às vezes uma pessoa por mais que tente, não consegue ir lá sozinha. Tive a sorte, este ano, de ter um ótimo professor. Explicou-nos tudo pormenorizadamente, esclareceu todas as dúvidas, mostrou o porquê e isso faz toda a diferença. Faz mesmo. Não é memorizar só por memorizar. É perceber porque é que é sim. As aulas são muito mais interessantes, temos de estudar menos em casa, gostamos mais da matéria, não me sinto a andar à deriva no meio da aula. Ótimo, fiquei mesmo contente.

Voltei a ter uma cadeira que toca em alguns aspetos a cadeira do outro professor muito bom. E, foi péssimo. A fasquia já estava alta, já tinha tido um professor com um nível muito bom, enfim... Tudo isso acabou por não ajudar muito. Mas este novo professor, que eu por acaso até já conhecia, mostrou-me novamente o lado negro do ensino. Esteve a aula toda a alternar entre ler o powerpoint e recitar matéria a um velocidade estonteante. Eu sei que ele sabe aquilo tudo. E que é tudo mais que óbvio. Mas é óbvio para ele, porque eu saí em desespero da última aula dele. Sem saber muito bem onde é que aquela injeção de matéria me tinha levado. E essa mesma matéria na qual ainda não voltei a pegar deixa-me perto de uma apoplexia só de pensar que nos vamos encontrar em breve numa frequência. Eu tenho duas soluções: ou entendo aquilo ou memorizo. O problema é que eu não consigo entender aquilo. Sempre posso enviar um mail com dúvidas, mas são tantas e ele demora tanto tempo a responder.

Estou tramada...

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A menina dança? Nem morta...

Se há coisa que eu acho tremendamente injusta são pessoas que têm jeito para tudo. Tudo. Ele é cantar, dançar, pintar, desenhar, escrever, cozinhar... Não é inveja. A sério que não. Ok... eeerrr... um bocadinho, talvez.

Vamos a ver, eu fiquei muito mal nesta distribuição. Muito mal, mesmo. Não sei que família foi esta, mas foram uns sovinas a dar-me os genes corretos.

Não sei dançar. Não sei mesmo. Já tive várias amigas que se empenharam arduamente (e ponham arduamente nisso) em pôr-me a dançar e o máximo que conseguiram foi pôr-me a fazer uns saltos descoordenados (e rídiculos, convém sublinhar). "Agora é só seguires o ritmo". Qual ritmo, gente? Como é que querem que eu decore os passos e os execute em simultâneo com o ritmo da música. Não dá. Ou os passos ou o ritmo. Portanto eu desisti de dançar. Para mim dançar é uma coisa muito racional, e obriga-me a pensar em muita coisa ao mesmo tempo. Venha a matemática, que ganha em simplicidade.

Não sei pintar. Nem desenhar. Nada de extraordinário. Há poucas pessoas que saibam, portanto o extraordinário seria eu saber.

Não sei cozinhar. Quer dizer, sei. Mais ou menos toda a gente sabe. É seguir a receita. Mais do que isso é aumentar muito a fasquia. Ou me dizem detalhadamente as quantidades, os igredientes... Ou então a minha inventidade consegue estragar tudo. Principalmente em bolos...

Sou uma nódoa em jogos de raciocínio. Damas, xadrez... Eu gostava de ser um génio, e ter uma capacidade indiscutível para a matemática, números,... Mas não.

Agora vem a questão: miúda, o que é que tu sabes fazer? Ora aí está. Houve um parvo qualquer que se acoplou às minhas capacidades. Entrou assim de mansinho, como quem não quer a coisa, e quando a distribuição estava a ser feita, apropriou-se a tudo o que era para ter ficado para mim. È que nem a renda de bilros escapou... É por isso que existem as discrepâncias que eu falei no início. Pessoas que sabem fazer tudo e pessoas que o pouco que fazem, fazem-no parcamente.

Desisto. Raios parta o parvo que ficou com o que era meu por direito. Aposto que ficou com uma verruga na ponta do nariz. Bem feita.