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My cup of tea

"You can never get a cup of tea large enough or a book long enough to suit me" C. S. Lewis

My cup of tea

"You can never get a cup of tea large enough or a book long enough to suit me" C. S. Lewis

Series| O tempo entre costuras

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Descobri esta série, que não é propriamente recente, há pouco tempo. E gostei muito.

Passa-se entre Espanha, Marrocos e Portugal e gira em torno de uma modista em 1936 que se torna informadora da Grã-Bretanha.

É uma série espanhola feita em colaboração com alguns atores portugueses.

Ainda só vi o primeiro episódio, o que faz com que a minha opinião não seja propriamente definitiva, mas do que vi gostei. A série só tem 17 epidódios, mas cada episódio tem à volta de uma hora e meia. Uma pessoa fica feliz naquela hora e meia, enquanto acompanha a vida louca de Sira Quiroga (a protagonista), ao mesmo tempo que devora uma tablete de Milka de caramelo (só de pensar, já estou a salivar).

Eu tenho estado a ver em castelhano e quando vi o trailer achei um nada incompreensível (vi sem legendas). Eles falam a uma velocidade estupidamente estonteante e a música de fundo não ajudava muito. Mas isto sou eu, qua não sou normal, e tenho uma dificuldade enorme em perceber línguas faladas, que não o português. Entretanto, o episódio começou, a música de fundo desapareceu, e eu entendi praticamente tudo. Portanto, se eu percebi, toda a gente percebe.

Outro apontamento, extremamente relevante: as roupas. A sério, o guarda-roupa é qualquer coisa. Os anos 30 e os anos 40 foram fabulosos em termos de moda. Dá vontade de entrar lá para dentro, sejá lá onde isso for, e usar aqueles vestidos com aquele ar retro, que mais niguém gosta a não ser eu, e que faz as minhas amigas olharem-me de lado. Oh! Well... É dificil ser-se incompreendida.

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Atentem só o cabelo.

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A máquina de costura. Como não gostar desta máquina de costura?

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O meu vestido preferido.

Pronto, já parei.

Parte boa, também há livro. Não sei se vou avançar para o livro, mas ficou a vontade.

 

(Vamos fingir que não estive quase um mês ausente. Sem posts. Sem sinal de vida. Vou-vos poupar à ladainha de que a minha vida tem sido uma loucura e de que tenho tido pouco tempo.)

Leituras| Eleanor & Park

Apaixonei-me por este livro. Quando li a última página, apeteceu-me voltar ao início para poder ler tudo outra vez, de um só trago. Gostei mesmo. Não ia com grandes expectativas. Abstive-me de ler reviews para não ter spoilers. Portanto, comecei sem saber muito bem ao que ia. É chato no início, porque andamos meio perdidos, mas amplia aquela sensação de ânsia para se prosseguir na história.

Eleanor é a ruiva, gorda, estranha e nova lá na escola. A vítima ideal de bullying. Park é o asiático apaixonado por BD e música. Park, com uma generosidade súbita que não reconhece em si, oferece a Eleanor o lugar ao lado dele no autocarro para esta não ser motivo de gozo de todos os outros colegas. É este o mote para o livro.

Nas primeiras 50 páginas não percebemos muito bem como é que o romance se vai desenrolar. Não falam um com o outro. Agem como se fossem sozinhos no banco do autocarro, até ao dia em que Eleanor começa a espreitar a BD de Park e Park começa a demorar mais em cada página para que Eleanor leia. Depois começa a troca de BD e de música. Quase sem se falarem, como se o que estivesse a acontecer, não estivesse realmente a acontecer. Sem clichés nem lugares comuns. Quando por fim começam a falar, dá-se uma química que despoleta o romance. Apaixonam-se.

Eleanor e Park não são só Eleanor e Park. Eleanor vive com os irmãos, a mãe e com o padrasto que agride constante a mãe. Uma história complexa que vem adicionar maior densidade e interesse ao livro. Park vem de uma família bem mais estruturada, mas com alguns problemas com o pai.

É neste meio que Elenaor e Park vão viver o primeiro amor e sentir a sensação avassaladora de estarem apaixonados pela primeira vez.

Sem entrar em spoilers (não acredito que estou a conseguir mesmo escrever uma review sem spoilers…), apesar do livro não acabar exatamente da maneira que eu queria, acho que foi o melhor final para o trajeto que o livro seguiu. Não acabou de uma forma demasiado idílica, mas também não acabou mal. Isto nem pareço eu, que luto abertamente contra os finais abertos, mas neste caso acho que foi o final ideal.

Em relação a uma adaptação ao cinema, parece-me uma ideia que tem tanto de interessante como de destruidora. Se por um lado, gosto sempre de ver a história pelo ponto de vista de outra pessoa, por outro, este romance tem um lado psicológico, em que entramos na cabeça dos protagonistas, e transparecer isso não me parece de todo simples. Isto leva-nos a outro aspeto que gostei bastante no livro: é narrado a duas vozes, o que ajuda a ter uma visão muito mais completa de todo o enredo.

Por enquanto, foi um dos livros preferidos deste ano, se não o preferido. Gostei mesmo.

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Só um pequeno parêntesis. A Eleanor ganhou o meu coração quando deu a opinião dela em relação ao Romeu e Julieta. Haja alguém no mundo que ache o mesmo que eu.