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My cup of tea

"You can never get a cup of tea large enough or a book long enough to suit me" C. S. Lewis

My cup of tea

"You can never get a cup of tea large enough or a book long enough to suit me" C. S. Lewis

Estou viva. Só vou andar um bocadinho desaparecida.

Não desapareci. Não fui raptada. Também não faleci. Estou aqui. Vivinha da silva. Praticamente uma semana e meia de ausência, para quem quer escrever posts todos os dias (exceto fins-de-semana), é muito tempo. Eu sei.

Primeiro fiquei doente. Uma alergia cutânea horrível. A Primavera é tramada para estas coisas. Dose cavalar de anti-histamínicos e a coisa ficou resolvida. Depois uma gripe. Ou uma constipação. Não sei. Brufen no bucho e está feito. Ainda não está, que eu ainda tenho uma vontade permanente de espirrar em modo non stop. Também me dói levemente a garganta (nada de muito grave). E tenho de andar sempre com um carregamento de lenços. Ou então, esqueço-me, coisa frequente, e ando a pedinchar lenços a toda a gente.

Depois, não tenho tido muito tempo. Nesta fase crítica com faculdade e mais uma série de coisas a equilibrar com um malabarismo complicado, vir ao blog é uma variável difícil de inserir na equação. Tenho cá vindo na mesma. Leio os vossos blogs, venho ver se o meu não morre (tipo Tamagoshi) e depois fico com uma culpa desgraçada por não vir aqui escrever.

E, por último, mea culpa, eu sei, bateu uma certa falta de vontade de vir aqui. Não me apetecia escrever. Tinha assunto, mas não sabia como é que havia de desenvolver. Não estava a fluir. Vamos dar um tempo um ao outro. Dei e aquele ímpeto de escrever no blog voltou. Já sentia falta de vir aqui, abrir uma caixa de texto e escrever o que me apetecesse. No início fiquei ligeiramente preocupada, com esta súbita falta de vontade de escrever. Deixar de escrever num blog é asfixiá-lo aos bocadinhos, em morte lenta. Aniquilá-lo devagarinho.

Não vou deixar de escrever no blog, mas no próximo mês, o blog vai andar, com muita pena minha, a conta-gotas. Quando conseguir vir aqui, venho. Se não conseguir, ninguém morre por isso... É que de repente, comecei a pensar como é que ia ter tempo para vir aqui todos os dias, comecei a pressionar-me a mim própria e a ficar um quanto stressada. Foi aqui que percebi, que já chegava. Sem culpas, sem pesos na consciência. O blog, para mim, neste momento, é uma coisa que gosto de fazer, mas sem obrigatoriedade. Se não conseguir cá vir hoje, venho noutro dia. E há-de ser assim até fazer o último exame.

Pronto, é isto.

Sobre o bom tempo (ou a falta dele)

A minha noção de bom tempo por esta altura:

- Não temer levar com uma descarga elétrica em cima pela quantidade de raios que se instalaram pelo céu.

- Não fazer tanto vento que passe a ter medo de chocar com um camião TIR em pleno voo.

- Não começar a chover uma quantidade diluviana de água. Assim do nada.

Esqueçam o sol. E o céu azul.

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(Prometi a mim mesma que não ia fazer nenhum post sobre o tempo, mas não consegui. Foi mais forte que eu. Se toda a gente pode, porque é que eu não hei-de poder?)

Sou uma viciada em negação

Ando a tentar obrigar-me a só vir uma vez por dia à Internet, exceto para estudar. E exceto para ir ao viber, whatsapp e afins. O objetivo disto é obrigar-me a estudar mais e a aproveitar melhor o tempo. E... Não me ando a sentir nada bem. Ando com sintomas de privação.

Se vou à Internet à hora de almoço, já não posso ir à noite. Se vou à noite, já não posso ir à hora de almoço. Uma vez por dia. Como uma vez por dia? Não consigo... Á hora de almoço tenho de ir, porque almoço muitas vezes sozinha. Se almoçar com companhia é mais fácil, se almoçar sozinha, não dá... O problema é à noite. Á noite é sempre aquela coisa: "Só mais cinco minutos.". Está bem. Os cinco minutos acabam por se avolumarem e quando olho para o relógio é tardíssimo.

Ontem tentei. Fui à hora de almoço e não ia mais durante o dia. Não consegui. à noite pensei: "Deixa-me ir só dar uma espreitadela ao blog. E já agora vou ao feed do bloglovin'." Quebrei a minha promessa de mim para mim.

O problema é que neste momento, temos tooooodo um conjunto de facilidades para aceder à Internet. Dantes era só por meio do computador. E aceder à Internet por meio do computador envolvia ligar o computador; ligar todas as fichas, ratos e afins; esperar que ele iniciasse; perdermo-nos na Internet; desligar o computador; esperar que ele desligasse e por fim arrumar a tralha toda (num portátil, óbvio). Agora há os tablets. E os smartphones. Uma pessoa clica no botãozinho lateral, insere o código e faz feliz da vida o que tem a fazer na Internet. Sem aquela preguiça de ter de montar tuuudo e depois desmontar. A coisa está tão facilitada que quando damos por ela, passamos imenso tempo na Internet a gastar tempo com coisas supérfluas, que podíamos utilizar em coisas úteis.

È de mim, ou somos todos um bocadinho assim?

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